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Era da IA, explosão da terceirização do pensamento e minha volta ao mundo dos livros


Estou lendo um livro chamado Manual de Análise de Dados, Estatística e Machine Learning, dos autores Luiz Paulo Fávero e Patrícia Belfiore, e, como a maioria dos livros voltados para este assunto, antes de chegar à página 20 já me preparei para abrir o Python, R, Excel e mais outras ferramentas que servirão de apoio para a minha leitura.

Eu faço dos livros uma verdadeira sala de aula, onde o autor é meu professor, onde eu me torno aluna com várias curiosidades e ansiosa para resolver os primeiros exercícios. Quem não é da área de dados talvez não entenda a emoção que é você pegar um conjunto de dados, transformar em informação e, logo em seguida, obter o conhecimento.



Este é o primeiro ponto onde quero chegar: Dados -> Informação -> Conhecimento


Os dados, após analisados e tratados, transformam-se em informações. Já o conhecimento é gerado no momento em que tais informações são reconhecidas e aplicadas na tomada de decisão.


Mas para além dessas etapas, vocês sabiam que a intuição aliada à experiência também é levada em consideração para montar essa estrutura?


Vamos colocar a palavra intuição aqui como uma espécie de "anjinho no ombro" que sopra no seu ouvido dizendo: "Algo me diz que eu preciso verificar isso mais a fundo".


E estamos perdendo esse anjinho.


Que a Inteligência Artificial está roubando nosso poder de crítica e pesquisa, isso já sabemos. Mas o real objetivo desta leitura é alertar sobre duas situações específicas: a quantidade de pessoas que estão migrando para a área de dados e como esses novos profissionais estão conseguindo criar um limite ao ponto de se questionarem: "Até onde eu devo ir com o uso da IA?"


Antes de qualquer julgamento, quero deixar explícito que faço uso de Inteligência Artificial todos os dias e já me deparei com atitudes minhas onde eu poderia resolver certas situações sem o auxílio do ChatGPT, mas, para poupar tempo, resolvi deixar ele trabalhar por mim. Aliando isso a várias demandas do dia e à correria da vida, sempre surge um "vou deixar a IA resolver para mim e depois eu aprendo como foi".


E esse depois nunca chega.


Não vou finalizar este texto dando um passo a passo mágico de como resolver esse comportamento. Mas as atitudes que estou tomando talvez possam servir para alguém. Uma delas é o hábito da leitura.


Leiam.


A leitura amplia o vocabulário, motiva a pensar e não te entrega vídeos curtos de 10 segundos. Ler te incentiva a criar, a questionar e, consequentemente, a não terceirizar seus pensamentos. Até este texto surgiu após a minha volta ao mundo dos livros.


Logo mais volto aqui para falar sobre os resultados desse novo comportamento. Vou voltar para a leitura e tentar colocar meu "anjinho" de volta no ombro.

 
 
 

1 comentário


Jeckson Cruz
Jeckson Cruz
há um dia

Gostei muito da reflexão! A IA ajuda bastante o trabalho, mas nada substitui a curiosidade e a vontade de aprender. E essa frase "vou deixar a IA resolver e depois eu aprendo" me pegou muito.

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